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A Magnólia-amarela (Magnolia champaca, também conhecida pelo nome antigo de Michelia champaca, mas que agora é um sinônimo) é uma árvore da família Magnoliaceae.
Árvore de porte médio, com tronco ramificado desde a base. A casca é lisa, de coloração acinzentada, com cicatrizes amareladas nos ramos novos. As folhas são simples, de coloração verde brilhante na parte superior (e esbranquiçada na inferior). As flores são amarelo-alaranjadas e perfumadas. O fruto, com muitos carpídeos (cada uma das unidades separáveis de um fruto múltiplo) lenhosos e isolados. Cada carpídeo apresenta uma ou duas sementes, liberadas através de sua abertura.
Árvore relativamente comum na arborização urbana, embora seja exótica (é, aparentemente, originária da Índia), possui tronco ereto e uma copa ampla, que dá bastante sombra.
No Brasil é basicamente utilizada como uma planta ornamental. Além disso, suas folhas, casca e o óleo de suas sementes têm alguns usos populares. O chá de suas folhas é indicado no combate às infecções da garganta. A casca, após a decocção (processo de extração dos princípios ativos pela ação de líquido em ebulição), possui propriedades estimulantes, tônicas e diuréticas. Já o óleo das sementes é empregado, em fricção, contra dores articulares e reumatismo.
Essa espécie, aliás, sempre aparece como uma planta importante na medicina indígena. Estudo farmacológico com o extrato da casca de sua raiz indicou propriedade inseticida potente contra a larva do mosquito Aedes egyptii.
É considerada uma espécie invasora de florestas em estágios inicial e médio de regeneracão. Seu cultivo fora da sua área natural deve ser feito com cautela.
Ela normalmente floresce entre dezembro e fevereiro, e dá seus frutos de fevereiro até outubro.
o cultivo pode ser feito por germinação das sementes, mas é preciso remover o arilo da semente para que a germinação ocorra com sucesso. O arilo inibe a germinação das sementes.
Em um estudo realizado em Uberlândia (MG) foram registrados 16 espécies (5 famílias e 13 gêneros) que consumiram as sementes de Magnolia champaca. Pitangus sulphuratus e Dacnis cayana foram as espécies mais frequentes. As espécies registradas foram; Patagioenas picazuro,Veniliornis passerinus,Elaenia sp., Machetornis rixosa,Myiozetetes similis, Pitangus sulphuratus, Megarynchus pitangua,Empidonomus varius,Tyrannus albogularis, Tyrannus melancholicus, Tyrannus savana, Turdus rufiventris, Turdus leucomelas, Turdus amaurochalinus, Mimus saturninus,Saltator similis,Thraupis sayaca,Thraupis palmarum,Tersina viridis,Dacnis cayana.
Natural do Sudeste da Ásia (sobretudo Índia, mas também ocorre na Malásia e Indonésia).